A VOZ DO TORCEDOR

Arquivo com os textos originais da coluna "A Voz do Torcedor" (por Rodrigo Marques Foresto), publicada quinzenalmente no jornal VivaCidade, distribuído na região Oeste da Grande São Paulo, cidades de Barueri, Santana do Parnaíba e Alphaville.

A VOZ DO TORCEDOR

Arquivo com os textos originais da coluna "A Voz do Torcedor" (por Rodrigo Marques Foresto), publicada quinzenalmente no jornal VivaCidade, distribuído na região Oeste da Grande São Paulo, cidades de Barueri, Santana do Parnaíba e Alphaville.
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Terra Blog

12.02.08

A Copa do Mundo é nossa?

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 31 de Outubro de 2007.

 

Nesta terça-feira, em Zurique (Suíça, sede da FIFA), representado pelo presidente Lula, o jogador Romário, o escritor Paulo Coelho e o técnico Dunga, o Brasil recebeu o aval burocrático da FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014, sessenta e quatro anos ou dezesseis torneios após a única edição sediada pelo país.


E aceitar o pedido brasileiro era inevitável para o órgão controlador do futebol mundial, afinal, o Brasil, único candidato para sediar esse campeonato, não é só o maior vencedor da competição, mas também exportador de jogadores de ponta em qualquer campeonato profissional do mundo, líder econômico e político de um continente e, sobretudo, pátria de um povo alucinado por futebol.

Dentre tantos pontos positivos, todos conhecemos as deficiências de nossa nação, e o que mais assusta obviamente são os itens violência urbana e infra-estrutura.


E é exatamente aí que mora o perigo.


Entre os itens analisados pela FIFA, estarão: uso da verba disponível, logística da venda de ingressos, nível dos estádios, estrutura para treinamentos, facilidades para a mídia, possibilidade de realização de congressos e eventos, segurança, telecomunicações, transportes, capacidade de acomodação dos profissionais e do público, entre vários outros aspectos.


Afinal, esta grande vitória burocrática veio com uma série de exigências feitas por Joseph Blatter, presidente da FIFA, e o Brasil poderá sim perder a Copa. Basta que aconteça algo errado nestes sete anos que separam-nos do evento mais importante do esporte nacional neste século, e não é difícil imaginar algum “pepino” protagonizado pelos burocratas que nos governam.


Já aconteceu uma vez de um indicado para a realização da Copa perder este direito. Foi em 1986, quando a Colômbia não teve dinheiro para finalizar as obras estruturais e teve de passar a bola para o México.
É claro que a FIFA vai ter atenção redobrada com o Brasil, afinal, somos o Brasil, preciso dizer mais algo?

 

Um Corinthians... renovado?

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 18 de Outubro de 2007.

 

13 de Outubro de 1977. Aos 38 minutos do segundo tempoi, 86.677 corinthianos soltavam o mais eufórico grito de gol já ouvido no futebol brasileiro. Basílio marcava 1 x 0 em cima da forte Ponte Preta e então os alvinegros sagravam-se Campeões Paulistas, encerrando um jejum de mais de 22 anos.

 

Exatos 30 anos depois, a situação é outra.

Após sofrer com parcerias vergonhosas, a investigação da Justiça Federal sob suas finanças, a vã esperança de ver seu estádio construído, o êxodo de seus principais jogadores, a renúncia forçada de Alberto Dualib, o corinthiano vê, novamente, seu time jogar para fugir do rebaixamento.

 

E no último dia nove um evento poderia mudar a história dos mosqueteiros. Eu disse ´poderia´. Pois a vitória de Andres Sánchez sobre Paulo Garcia é uma prova de que a maioria dos conselheiros do Corinthians quer mais é que tudo continue como está. Para quem não se lembra, o novo presidente do Corinthians foi um dos primeiros a levantar a bandeira da MSI dentro do Parque São Jorge, e não seria de todo absurdo afirmar que, com ele no poder, os planos de seu tutor Alberto Dualib continuarão sendo executados.

 

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Antonio Roque Citadini, presidente do Cori (Conselho de Orientação) e há muito tempo pessoa influente dentro do Corinthians, deixou bem lcara a sua posição de ´esquerda´ dentro do timão, tal qual seu descrédito, para não dizer desconfiança, na nova administração.

 

Se judicialmente o novo presidente do Corinthians continua com a corda amarrada no pescoço, principalmente depois de ´grampos´telefônicos que sugerem cumplicidade com a suspeitíssima MSI, em seus primeiros depoimentos, Andres Sánchez foi bastante coerente e deu a entender que vem por aí uma gestão mais coerente e pensando a médio e longo prazo.

 

Algumas perguntas não saem da cabeça dos corinthianos. Algo mudará? Andres terá tempo - e apoio - para colocar seus planos em prática? O novo presidente é cúmplice da MSI? Seus projetos incidirão em anos sem um time competitivo? Nelsinho batista e Vampeta liderarão, enfim, uma recuperação gloriosa, ou serão mártires de uma nação? infelizmente, só o tempo irá dizer...