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Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 31 de Outubro de 2007.
Nesta terça-feira, em Zurique (Suíça, sede da FIFA), representado pelo presidente Lula, o jogador Romário, o escritor Paulo Coelho e o técnico Dunga, o Brasil recebeu o aval burocrático da FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014, sessenta e quatro anos ou dezesseis torneios após a única edição sediada pelo país.
E aceitar o pedido brasileiro era inevitável para o órgão controlador do futebol mundial, afinal, o Brasil, único candidato para sediar esse campeonato, não é só o maior vencedor da competição, mas também exportador de jogadores de ponta em qualquer campeonato profissional do mundo, líder econômico e político de um continente e, sobretudo, pátria de um povo alucinado por futebol.
Dentre tantos pontos positivos, todos conhecemos as deficiências de nossa nação, e o que mais assusta obviamente são os itens violência urbana e infra-estrutura.
E é exatamente aí que mora o perigo.
Entre os itens analisados pela FIFA, estarão: uso da verba disponível, logística da venda de ingressos, nível dos estádios, estrutura para treinamentos, facilidades para a mídia, possibilidade de realização de congressos e eventos, segurança, telecomunicações, transportes, capacidade de acomodação dos profissionais e do público, entre vários outros aspectos.
Afinal, esta grande vitória burocrática veio com uma série de exigências feitas por Joseph Blatter, presidente da FIFA, e o Brasil poderá sim perder a Copa. Basta que aconteça algo errado nestes sete anos que separam-nos do evento mais importante do esporte nacional neste século, e não é difícil imaginar algum “pepino” protagonizado pelos burocratas que nos governam.
Já aconteceu uma vez de um indicado para a realização da Copa perder este direito. Foi em 1986, quando a Colômbia não teve dinheiro para finalizar as obras estruturais e teve de passar a bola para o México.
É claro que a FIFA vai ter atenção redobrada com o Brasil, afinal, somos o Brasil, preciso dizer mais algo?

criado por Rodrigo Marques Foresto
14:21:46Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 18 de Outubro de 2007.
13 de Outubro de 1977. Aos 38 minutos do segundo tempoi, 86.677 corinthianos soltavam o mais eufórico grito de gol já ouvido no futebol brasileiro. Basílio marcava 1 x 0 em cima da forte Ponte Preta e então os alvinegros sagravam-se Campeões Paulistas, encerrando um jejum de mais de 22 anos.
Exatos 30 anos depois, a situação é outra.
Após sofrer com parcerias vergonhosas, a investigação da Justiça Federal sob suas finanças, a vã esperança de ver seu estádio construído, o êxodo de seus principais jogadores, a renúncia forçada de Alberto Dualib, o corinthiano vê, novamente, seu time jogar para fugir do rebaixamento.
E no último dia nove um evento poderia mudar a história dos mosqueteiros. Eu disse ´poderia´. Pois a vitória de Andres Sánchez sobre Paulo Garcia é uma prova de que a maioria dos conselheiros do Corinthians quer mais é que tudo continue como está. Para quem não se lembra, o novo presidente do Corinthians foi um dos primeiros a levantar a bandeira da MSI dentro do Parque São Jorge, e não seria de todo absurdo afirmar que, com ele no poder, os planos de seu tutor Alberto Dualib continuarão sendo executados.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Antonio Roque Citadini, presidente do Cori (Conselho de Orientação) e há muito tempo pessoa influente dentro do Corinthians, deixou bem lcara a sua posição de ´esquerda´ dentro do timão, tal qual seu descrédito, para não dizer desconfiança, na nova administração.
Se judicialmente o novo presidente do Corinthians continua com a corda amarrada no pescoço, principalmente depois de ´grampos´telefônicos que sugerem cumplicidade com a suspeitíssima MSI, em seus primeiros depoimentos, Andres Sánchez foi bastante coerente e deu a entender que vem por aí uma gestão mais coerente e pensando a médio e longo prazo.
Algumas perguntas não saem da cabeça dos corinthianos. Algo mudará? Andres terá tempo - e apoio - para colocar seus planos em prática? O novo presidente é cúmplice da MSI? Seus projetos incidirão em anos sem um time competitivo? Nelsinho batista e Vampeta liderarão, enfim, uma recuperação gloriosa, ou serão mártires de uma nação? infelizmente, só o tempo irá dizer...

criado por Rodrigo Marques Foresto
13:43:51