A VOZ DO TORCEDOR

Arquivo com os textos originais da coluna "A Voz do Torcedor" (por Rodrigo Marques Foresto), publicada quinzenalmente no jornal VivaCidade, distribuído na região Oeste da Grande São Paulo, cidades de Barueri, Santana do Parnaíba e Alphaville.

A VOZ DO TORCEDOR

Arquivo com os textos originais da coluna "A Voz do Torcedor" (por Rodrigo Marques Foresto), publicada quinzenalmente no jornal VivaCidade, distribuído na região Oeste da Grande São Paulo, cidades de Barueri, Santana do Parnaíba e Alphaville.
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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2008, 12

12.02.08

2008 vai ser quente no mundo da bola!

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 29 de Janeiro de 2008.

 

Nós, apaixonados por futebol, odiamos o mês de janeiro.
Afinal, temos que nos contentar com uma Copa São Paulo de Juniores que há muito perdeu o seu encanto. Mas, assim como nós, os profissionais do mundo da bola precisam descansar, não é?


Enfim, a temporada de 2008 começou, e promete ser quente.
Afinal, o Corinthians se reformulou todo para apagar a imagem deixada com o rebaixamento no Brasileirão 2007. Mano Menezes está montando um time aguerrido, com a cara do Timão, mas que ainda é uma incógnita. Por sua vez, o São Paulo vendeu Breno, mas trouxe Adriano (foto) e Carlos Alberto, ou seja, pelo menos no papel, Muricy tem em suas mãos um time ainda mais competitivo que o Campeão Brasileiro do ano passado.


 

Agora quem, sem dúvidas, está mais forte, é o Palmeiras, que aposta no poderio de Alex Mineiro e Denilson e nas estratégias de Wanderley Luxemburgo para ameaçar o favoritismo do Tricolor. Já os carentes torcedores da Portuguesa se animam com um começo de Paulistão animador, incluindo uma vitória sobre o alvinegro da Vila Belmiro. A notícia ruim é que o Santos de Leão vai ter muitas dificuldades neste ano se o presidente Marcelo Teixeira não abrir o bolso que ele alega estar vazio.


Nosso Barueri, infelizmente, ainda não encontrou força para emplacar no campeonato, e perdeu três dos quatro primeiros jogos, mas aposta em Alberto, ex-Santos e Ventforet Kofu (Japão), no artilheiro Pedrão e na força da torcida para melhorar seu rendimento e rumar às primeiras posições.
Nesta quinta, 31, o destaque vai para o duelo entre Santos e Barueri, que buscam se recuperar em um jogo onde só a vitória interessa para ambos. Após marcar na vitória de 3 x 0 contra o Asa (Angola), o meia Alberto confia em uma ótima atuação contra o clube onde obteve projeção.

 

Fato é que os times ainda não mostraram todo o seu poderio, tanto é que Ponte Preta e Guaratinguetá fecham a quarta rodada com as duas primeiras colocações no Campeonato Paulista.


E aí, na sua opinião, quem será o destaque de 2008? E a decepção?
A sorte foi lançada...

Uma religião chamada Corinthians.

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 19 de Dezembro de 2007.

 

Desde que me conheço por gente, corinthianos são denominados “sofredores”. Hoje eu entendo a razão.

 

Se o momento em que a nação alvinegra mais cresceu em todo o Brasil foi ao jejum de 22 anos sem títulos entre os anos de 1954 e 1957, a história parece estar se repetindo quando o clube, após vários problemas dentro e fora de campo, caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Torcedores comuns procurariam fugir do assunto futebol por um bom tempo, mas a nação corinthiana acompanha o timão em qualquer martírio e, no momento em que o clube mais precisa, em meio a uma das crises mais fortes dos quase 100 anos de Corinthians, manifesta de todas as formas sua paixão e toma as dores do time para si, mas jamais esquece o Corinthians.


E, aproveitando o perfil do torcedor, a diretoria do timão lançou o kit “Eu nunca vou te abandonar”, contendo a camiseta que a belíssima corinthiana Sabrina Sato veste na foto acima, um adesivo e uma pulseira. O kit, que vendeu até terça-feira mais de 11 mil unidades pela internet, promete vender muito mais em lojas físicas.


Dizer que a torcida corinthiana é a mais apaixonada do país é chover no molhado, mas às vezes me surpreendo com essa religião chamada Corinthians.

A Fonte Nova está velha demais!

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 28 de Novembro de 2007.

 

A tragédia do último domingo, dia 25, tem sido manchete de jornais pelo Brasil todo e está repercutindo também no exterior. E não seria por menos, afinal, um dos maiores estádios do país que se prepara para receber uma Copa do Mundo teve a estrutura de seu anel superior rompida, ocasionando um buraco na arquibancada, em um acidente que provocou, até agora, sete vítimas fatais, outras quatro em estado grave e mais de três dezenas de feridos.


E, num país que não pratica o célebre dito popular ´antes prevenir do que remediar´, tragédias anunciadas não são incomuns.


O Estádio Octávio Mangabeira, popularmente conhecido como Fonte Nova, mas que nada tem de novo, já vinha sendo observado por especialistas há muito tempo. Em 2006, o Ministério Público da Bahia ajuizou duas ações civis para impedir o uso do estádio, atestando, dentre diversos fatores, o abalo na estrutura, colocando em risco as instalações e, evidentemente, o público que participasse de eventos realizados na Fonte Nova.


E este brasileiro que vos escreve ainda é obrigado a ler a declaração do governador Jacques Wagner (PT) que, ao melhor estilo Lula, disse que só tomou conhecimento do relatório após o acidente. É sempre assim, ninguém sabe de nada nesse país!

De quem é a 'Taça das Bolinhas'?

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 13 de Novembro de 2007.

 

A disputa entre São Paulo e Flamengo pela posse da 'Taça das Bolinhas' ganhou mais um episódio no último domingo. Após derrotar o Santos, no Maracanã, diante de quase 80 mil torcedores, o clube carioca deu volta olímpica com uma réplica da taça.


O rubro-negro conquistou seu pentacampeonato em 1992, e desde então luta pelo reconhecimento do título de 1987, negado pela CBF. Os paulistas, por sua vez, foram campeões brasileiros pela quinta vez neste ano, e deverão estar recebendo o polêmico troféu na festa de encerramento do Campeonato Brasileiro, dia 03 de dezembro, na qual serão também premiados os melhores jogadores do torneio.

 

Criada pela Caixa Econômica Federal, a taça é uma homenagem ao primeiro clube a conquistar três títulos nacionais consecutivos, ou cinco alternados.


Para melhor situar o leitor nesta polêmica, façamos uma regressão de duas décadas, quando foi criado o Clube dos 13, uma entidade privada reunindo os então mais importantes clubes do Brasil (São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Bahia). O objetivo desta associação era criar um campeonato melhor organizado, mais seletivo e rentável que a pífia fórmula do Campeonato Brasileiro que vinha sendo realizado pela CBF, e veio então a Copa União, com média de público de mais de 20 mil pessoas e vencida pelo Flamengo.


A CBF também realizou seu torneio, com um nível técnico bem mais fraco, e a patética final que terminou em uma disputa de pênaltis que não teve vencedor. Por fim, foi marcado um jogo extra, que determinou a vitória do Sport/PE. Como o Clube dos 13 (presidido por um são-paulino, é bom que se lembre) recusou o ´tira-teima´ entre os vencedores da primeira e segunda divisões, a CBF confirma o Sport como o legítimo Campeão Brasileiro de 1987, título só reconhecido pela entidade e pelos torcedores pernambucanos.


Campeão por mérito de 1987, o Flamengo foi penta em 1992, e deve ficar com a ´Taça das Bolinhas´ em definitivo. Porém, isso só poderia acontecer se a Caixa Econômica Federal entrasse em desacordo com a CBF, reconhecendo o pentacampeonato do clube carioca, algo praticamente impossível, ou se os dirigentes do tricolor aceitassem a taça por mera formalidade, e elegantemente a entregassem a quem realmente a merece, o Clube de Regatas Flamengo.


Afinal, ficar com a taça seria não somente uma traição como uma bobagem, pois a sala de troféus do Morumbi está recheada de taças de mérito bem maior, não é mesmo?


A Copa do Mundo é nossa?

Matéria publicada no Jornal VivaCidade em 31 de Outubro de 2007.

 

Nesta terça-feira, em Zurique (Suíça, sede da FIFA), representado pelo presidente Lula, o jogador Romário, o escritor Paulo Coelho e o técnico Dunga, o Brasil recebeu o aval burocrático da FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014, sessenta e quatro anos ou dezesseis torneios após a única edição sediada pelo país.


E aceitar o pedido brasileiro era inevitável para o órgão controlador do futebol mundial, afinal, o Brasil, único candidato para sediar esse campeonato, não é só o maior vencedor da competição, mas também exportador de jogadores de ponta em qualquer campeonato profissional do mundo, líder econômico e político de um continente e, sobretudo, pátria de um povo alucinado por futebol.

Dentre tantos pontos positivos, todos conhecemos as deficiências de nossa nação, e o que mais assusta obviamente são os itens violência urbana e infra-estrutura.


E é exatamente aí que mora o perigo.


Entre os itens analisados pela FIFA, estarão: uso da verba disponível, logística da venda de ingressos, nível dos estádios, estrutura para treinamentos, facilidades para a mídia, possibilidade de realização de congressos e eventos, segurança, telecomunicações, transportes, capacidade de acomodação dos profissionais e do público, entre vários outros aspectos.


Afinal, esta grande vitória burocrática veio com uma série de exigências feitas por Joseph Blatter, presidente da FIFA, e o Brasil poderá sim perder a Copa. Basta que aconteça algo errado nestes sete anos que separam-nos do evento mais importante do esporte nacional neste século, e não é difícil imaginar algum “pepino” protagonizado pelos burocratas que nos governam.


Já aconteceu uma vez de um indicado para a realização da Copa perder este direito. Foi em 1986, quando a Colômbia não teve dinheiro para finalizar as obras estruturais e teve de passar a bola para o México.
É claro que a FIFA vai ter atenção redobrada com o Brasil, afinal, somos o Brasil, preciso dizer mais algo?